Remédios, embalagens, cosméticos, chips de celulares. Todos esses produtos podem ser feitos a partir da cera de uma mesma matéria-prima, a carnaúba, árvore nativa da caatinga e que, há 20 anos, é oficialmente símbolo do Ceará, constando inclusive no brasão do Estado. Bastante requisitada durante o período colonial cearense, a planta continua com uma significativa participação na atividade econômica local.
O Ceará, ao lado dos estados do Piauí e do Rio Grande do Norte, se destaca nas exportações da cera de carnaúba, principal subproduto manufaturado. É a partir dela que derivam a maioria dos produtos, como cosméticos e medicamentos.
De acordo com dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), por meio do Centro de Inteligência e Inovação da Agropecuária (Ciiagro) em 2022, a produção cearense de cera de carnaúba foi de 529 toneladas, correspondendo a 82% de toda a fabricação nacional.
O Estado também é líder na produção de fibra de carnaúba, tendo praticamente exclusividade na manufatura do produto no País. No que diz respeito ao pó, produto primário extraído das palmeiras da árvore, o Ceará fica na segunda posição e, ao lado do Piauí, maior produtor, domina 96,2% do mercado nacional.
No Ceará, diversas cidades se dedicam ao extrativismo e à produção de pó, cera e fibra de carnaúba, e as principais produtoras ficam localizadas, conforme Edgar Gadelha, na Região Norte do Estado, com destaque para Granja.
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